12 de fevereiro de 2010

, as pessoas certas...

Durante a primeira semana que trabalhei na Associação, conheci pessoas fantásticas… outros horríveis, é verdade! Mas algumas dessas pessoas fantásticas, tornaram-me mais rica… algumas com simples conversas do dia a dia, outras com elogios, elogios como “a menina está mesmo na área certa, garanto-lhe!”, outras com desabafos das suas vidas, outras com conselhos e muitos outras… uma dessas pessoas, um senhor com um certo charme, meia idade, com certeza com uma boa posição social, aconselhou-me um livro… não lhe contei nada da minha vida, “mas algo me diz”, disse ele. O livro chama-se "Amar de Olhos Abertos" de Jorge Bucay e Silvia Salinas. Pediu-me para anotar. Pediu-me para ler e perceber. Disse-me que certamente nunca mais me iria ver. Pediu-me para ser feliz.

Aqui fica um pequeno excerto:

"Estar a viver uma vida de casal contribui para o nosso crescimento pessoal, para sermos pessoas melhores, para nos conhecermos mais.
A relação cresce
Por isso, vale a pena.
Vale…a PENA (quer dizer, é vantajoso penar por ela).
Vale o sofrimento que gera.
Vale a dor com o que teremos de enfrentar.
E tudo isto é valioso porque, quando o atravessamos, já não somos os mesmos; crescemos, somos mais conscientes, sentimo-nos mais ricos.
Poderia dizer que quando sentimos prazer ao estar com outra pessoa temos tendência a partilhar a maioria das coisas com ela, e essa é uma decisão interna. Nem sequer é voluntária. É antes de mais uma coisa que acontece quando nos sentimos unidos a outro de uma maneira diferente. É um compromisso interno e especial que sentimos quando ambos estamos presentes.

O grande problema é que as pessoas acham que vão estar apaixonadas eternamente. Ninguém pode viver apaixonado eternamente! Apesar de acreditarmos que os outros são sempre felizes…ninguém tem isso.

Estar em casal é um desafio. Com ele nada termina. Pelo contrário, tudo começa. Excepto uma coisa: a fantasia de uma vida ideal sem problemas. É duro renunciar a isso: quando me dou conta geralmente começo a odiar o culpado(a).

Do estado de paixão avassaladora evolui-se para um estado de cumplicidade, camaradagem que não é pior do que o anterior, apenas é diferente, mais maduro menos egoísta, de maior partilha.

Saber que se tem sempre um porto de abrigo nos braços de alguém que nos ama e compreende.
Saber que quando meter a chave na porta depois de um dia de trabalho não vou encontrar uma casa vazia!
Isso sim, é a verdadeira felicidade…mas poucos se dão conta disso…"

1 comentário:

vanda firmino disse...

Olá, Imperatriz :)
parabéns pelo teu blog!!
posso colocá-lo na lista de blogs do "lugar de partilha"?

viver com alguém, quando há um grande amor, deve ser o melhor desta vida...

quanto ao tal senhor que talvez nunca mais encontres... há pessoas com quem só conversei uns minutos, e mesmo passados anos ainda me lembro delas, porque me disseram algo que na altura fez todo o sentido!!