6 de março de 2010

, she!

Sentia o incómodo, sempre que ele estava. Os olhares cruzavam-se, mas desviavam-se com rapidez. Através do reflexo do vidro, apanhava-o a olhar para ela. E sorria por dentro. Não se fixava no espelho, para ele não descobrir o seu método investigativo. Talvez ele também tivesse um e fizesse o mesmo. Naquele dia de carnaval, ele não saía de trás dela, no desfile. Ela sentia-se em desvantagem. Ele via todos os seus passos.

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