Acordou com uma vontade. Vontade de poder. Vontade de deslumbrar. Abriu o guarda-fatos e tirou peça a peça para cima da cama. Nada lhe agradava. Arghh! Logo hoje. Sentou-se na cama e ficou a olhar para dentro do armário. Parada. Em silêncio. Olhava, mas já não pensava na roupa. Não pensava em nada. Tocaram à campainha. Estremeceu e insultou o carteiro baixinho, que todos os dias por volta do meio-dia fazia o mesmo. Tocava em todas as campainhas seguidas para alguém abrir a porta. E isso irritava-a sempre. Ainda não se tinha acostumado. Habituou-se a outras coisas. Bem mais difíceis, é verdade. Ou não.
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