16 de maio de 2008

Num dia qualquer, numa cidade qualquer, uma daquelas ciganas que "leem a mão", seguia-me e pedia-me para a deixar analisá-la. Não gosto dessas coisas e tenho um certo receio, confesso! Informei-a que não estava interessada e acelerava o passo, e ela continuava insistindo atrás de mim e dizia-me "o que tinha que ser aprendido já o foi e o que tinha que ser experimentado, também. O que passou, passou e não deve voltar mais..." e continuava "esquece e parte para outra... Isso já nao te serve mais para a alma..."
E aquelas palavras não me saiam da mente... repetiam-se inconscientemente vezes seguidas. Fiquei com vontade de voltar lá de novo e perguntar-lhe "E sabe-me dizer como é que se esquece e se parte para outra assim, com essa facilidade?"
Mas certamente ela também não saberia responder... porque ninguém sabe!

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